
PARALAMAS DO SUCESSO (Tendo a lua, Os grãos - 1991)
...abro os braços e deixo que a vida pinte uma aquarela em mim, ou que soe uma melodia e deixe eu cantar. Amo a arte, vivo por ela; e sem ela fico na penumbra e na rispidez da velocidade moderna... apenas vegeto. Poeta que nuns dias sou, escrevo para mim ou de mim para os outros... ou apenas rabisco palavras sobre o nada e para ninguém...

PARALAMAS DO SUCESSO (Tendo a lua, Os grãos - 1991)
LENINE & CARLOS RENNÓ (Ecos do ão , Falange Canibal - 2003)
REINALDO POLITO (mestre em ciência da comunicação, palestrando e professor de expressão verbal;
escreveu 15 livros que venderam mais de 1 milhão de
exemplares)
ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY (piloto da Segunda Guerra Mundial; escritor e ilustrador de 'Le petit prince' durante exílio nos EUA)
Que vontade desesperada de sair por aí, prum lugar cheio de verde e me jogar na grama... Pode ser também um lugar azul. Uma praia e só o barulho do mar...
Dar um abraço em alguém, mas daqueles apertados de verdade; de ficar com a cabeça encostada no peito da pessoa, só escutando o que o coração dela está querendo dizer...
Vontade de cantar pra todo o mundo ouvir, não sei bem que música seria... mas queria que o mundo escutasse! Talvez me achassem louca, mas não importa, eu estaria feliz com um céu azul sobre a melodia...
De ficar parada bem no meio de uma plantação de girassóis, só olhando para aquele amarelo todo... ou de ter uma cesta e fazer piquenique embaixo de uma árvore do parque com meu melhor amigo e uma toalha xadrez.
De sair de mãos dadas e não saber pra onde ir... Só ir; lá na frente a gente resolve! Pode também não resolver; não importa desde que as mãos estejam dadas!
Vontade de ficar jogada no tapete da sala com ele (ele quem?) ouvindo Dire Straits e dando risada da vida, dos reencontros inesperados... tão inesperados quanto aquele.
Vontade de tanta coisa que já me perdi...
Será?
Vontade de pintar borboletas, mudar o quarto de lugar pela décima vez em três meses, de passear com o cachorro, de ir ao cinema sozinha, de cantar, pintar uma parede de lilás, brincar com uma criança, ganhar uma flor e sair com ela no cabelo...
De colocar um vestido e dançar Let’s get it on num lugar em que ninguém espera que alguém dance; ou de cantar Three o’clock blues em um bar a meia luz...
Loucuras de domingo à tarde... quando dá tempo de parar e pensar.
Ou parar de pensar.
Quem sabe?!
Texto por Isadora, em 12 de agosto de 2007 (um domingo à tarde)
AILIN ALEIXO (Colunista de Revista VIP, onde esse
artigo foi originalmente publicado.)
MAX NUNES (nasceu no Rio de Janeiro, em 1922. Médico, acabou se tornando um dos maiores humoristas brasileiros. Criador do famoso programa Balança, mas não cai, da década de 50, na Rádio Nacional, passou pelo Diário da Noite e Tribuna da Imprensa, sendo hoje um dos produtores do programa de tv Jô Soares Onze e meia.)
O mundo vai girando cada vez mais velozSerá que é o tempo que lhe falta pra perceber?
A gente espera do
mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que me falta praMesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara...
LENINE (Na pressão, 2000)
Still I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
Still I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
I wonder why it is,
I won't let my guard down,
for anyone but you
we do it all the time,
blowing out my mind,
CORINNE BAILEY RAE (Put your records on,
2006)
DEBORAH COPAKEN KOGAN
April 15, 2007 , The New York Times
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO (Jornalista, publicitário,
humorista, cronista, cartunista, tradutor... "Uma pessoa que fala escrevendo")
E seus sons e cores levam pra lugares perdidos
na memória, no baú...
Passagens e flashes aparecem e se desfazem
sem que se permitam ser identificados...
e fazem isso só para que pense neles
mesmo sem saber no que está pensando.
Só para que sinta falta deles,
mesmo que seja de algo que nem se sabe
ou de alguém que nem se sabe quem...
Texto por Isadora em 05 de fevereiro de 2007.
Fotografia por Isadora em 16 de julho de 2006.