quinta-feira, janeiro 31, 2008

Pra sempre... nunca mais... ?!


(...)
tem que deixar acontecer,
sem falar
‘pra sempre’ ou ‘nunca mais’...
Afinal,
a gente sempre se SURPREENDE
depois!


Por quê falar que eu NUNCA faria isso ou aquilo...
ou que um sonho não pode mais virar realidade ?!

Só pq não aconteceu no dia que vc quis,
não significa que ele
não vá mais acontecer...


por Isadora em resposta a alguém em 31 de janeiro de 2008.

sábado, janeiro 12, 2008

Isa em pensamentos...

Tão sem tempo de escrever,
de pensar no além das provas...

Chego a acreditar que testam a minha resistência e não meu conhecimento.
Mas se fosse assim eu já deveria estar numa das pranchetas da usp ou da unicamp projetando, e passando mais noites em claro pela arte,
pela arquitetura...

Ainda não.
Quem sabe mês que vem e depois...


E essa de "mês que vem"...
Não basta teste de resistência - pseudo teste de conhecimento - mais um terço da minha 6a feira desenhando para outro exame e outras provas que já perdi a conta... ainda devo esperar pelo mês que vem para ver meu nome numa daquelas listas.
E ele vai estar lá.
Em qualquer das 3, senão das 3...
Usp, Unesp, Unicamp... não é chique?!

Chique...
e o que eu faço com um nome?
Se o que me for proporcionado for tão grandioso quanto o nome, então farei muito com ele.
E se não for?
Ah, prefiro não pensar nisso...
Aí me viro como puder, mas saio de lá (em 5 ou 6 anos) com o tal nome e com bagagem, não vou embora de mãos vazias nem
mais ou menos cheias.

Carregarei comigo tudo o que puder.

Enquanto isso...
faço mais provas,
mais terços de dias desenhando
e dias inteiros esperando pelo mês que vem.

O mês que vai demorar mais pra chegar.
Tá certo, eu tenho paciência...
Às vezes.

Outras vezes eu só finjo que tenho...
interpreto bem
até chego a acreditar!

O que anos de teatro não fazem...


Texto por Isadora entre vestibulares, em 12 de Janeiro de 2008.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Receita de Ano Novo

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
DRUMMOND