terça-feira, maio 12, 2009

Vaza!

Um dia desses dei aquele tempo necessário dos textos de arquitetura, modernismo, era industrial, Engels......... ok, chega.
*5 minutos básicos de culto ao ócio*


Sapeando naquelas revistas de Salão que fariam completo juz ao querido amigo ócio, parei em uma crônica destinadas a nós - lindas mulheres descabeladas - que, a princípio, era só mais uma crônica, mas uns dias depois (hoje, por sinal), eis que surge um trecho dela na memória para um UP estratégico! =c)

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!


"(...) e nada melhor pra começar a parar de sofrer do que uma boa raiva.
É duro, mas não há como negar: para que uma separação seja perfeita, é preciso que haja algum dano material. Nada de bancar a fina numa hora dessas.
Sumir com umas gravatas prediletas, esconder alguns discos que ele adorava e sobretudo fazer desaparecer coisas pequenas, sem nenhum valor, mas que vão fazer muita falta. Aquele aparelhinho para tirar os pelinhos do nariz, todas as fotos em que vocês estavam juntos e outras dele sozinho - para essas, lixo, sem pensar duas vezes; e, se você for mesmo uma peste e estiver sofrendo muito, suma com um fio do computador. São detalhes que nos fazem um bem enorme e que são fundamentais na hora do sofrimento. Estamos falando de um caso de amor que acabou por culpa dele, é claro.

(...)
um verso de Neruda que diz: 'Para que nada nos separe, que nada nos una'. Lindo, mas alguém quer isso? Então vamos ser fortes, sabendo que amamos, sofremos, choramos, voltamos a ser felizes, e assim segue a vida."


Pois é, e assim segue a vida!
Não que sair destruindo gravatas, livros, cds e computadores vá resolver o que passou; mas - cá entre nós - seria no mínimo divertido, ahn?! :p
De qualquer forma, acho que a idéia que fica aí é estraçalhar muitas outras coisas, não materiais.
...Colocar na porta um recado sucinto:
-Vaza!

...e leva o bode junto.


Texto por Isadora, em 12 de Maio de 2009, pós-bode.


4 comentários:

xan disse...

acho q já está muito bem explicado!

"Durante muitos anos esperamos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capaz de nos oferecer felicidade apesar das duras provas. Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho."

- Richard Bach

Li disse...

Sorry my lover mas não me foquei em humanas, acho que bio é mais a minha praia - literalmente,rs. - então não vou encher seus comments de poeminhas sutis e finissímos como uma "lady" deveria se comportar após um rompimento, ok? Aliás, adorei a parte do partir pra cima, estraçalhar e parar se remoer por uma culpa cuja responsabilidade passa longe de ser sua! E mesmo que passe perto, a culpa continua não sendo sua.
Tudo bem...há aqueles "poxa, tenho que levar em consideração aos bons momentos que estão até registrados nessas fotos, etc. etc." ha ha HA! super big HA! E ELE levou isso em CONSIDERAÇÃO?! claro que não, então, parta pra cima, dê a volta por todos os lados possíveis e esqueça do que passou, pq o horizonte nos espera (ou seja, as festas nos esperam!)
beijo beijoooooooo (fineza em pessoa ;*)

Anônimo disse...

Querida..

Li por aí..

"Todo final, carrega consigo uma oportunidade de recomeçar.....
Recomeçar: tornar a começar, fazer de novo, tentar mais uma vez, refazer, reorganizar, rearrumar, rever, replanejar. É hora de pendurar as velhas chuteiras e colocar os sapatinhos cor de rosa (!)"

Viva! Faça aquilo que melhor você sabe fazer! Seja feliz! E deixe pra traz tudo aquilo que não te permita esse objetivo, que não viva junto com você esse objetivo!

To aqui! Você sabe né?...

Beijinho,

Helena.

Admirador Secreto disse...

Como já dizia Nietzsche – O eterno retorno

E que tudo aconteça quase que exatamente como já aconteceu,
Mas parece que não nos acostumamos com a idéia da perda, ou será da frustração?
O mais engraçado é que mesmo sabendo que, o melhor, é o estado natural em que as coisas se encontram,
Ainda nos remoemos sobre idéias que não cabem ao novo tempo.
E assim, nesse eterno retorno,
De novo, e outra vez,
Sem pensar, agimos do mesmo modo,
E como o tempo teima em não parar, nós teimamos em não mudar!
Até que um dia,
Como um passe de mágica,
Encontramos o nosso fim,
O verdadeiro fim,
Aquele de que não nos desfaremos jamais,
Que empunhamos com todas as forças para não escapar,
E parece que desta maneira, conseguimos parar o tempo,
Mesmo com a sensação de que ele passa cada vez mais rápido.
E resta a dúvida...
Se desse último fim, amor, paixão,
Viveremos a plenitude,
Ou desabamos, de novo, e outra vez,
No eterno retorno,
Até que a morte nos separe da roda gigante da vida.